Jornalistas de meia-tigela! diz Nini satar

Jornalistas de meia-tigela!
Este assunto não é novo: refiro-me ao chamar alguns pseudo-profissionais de jornalistas de meia -tigela. Fi-lo diversas vezes e quase sempre contra os do “Canal de Moçambique”. Hoje, também, não vou mudar a regra. Até vou subir de tom. Razões não me faltam.
Seja como for, a imprensa moçambicana, no geral, é uma fantochada. Desinforma e disforma. Tanto assim é que bastas vezes escrevi ao Conselho Superior da Comunicação Social a lhes alertar sobre as gafes de alguns jornais, mas debalde. A burrice está fossilizada.
Ao Tomás Vieira Mário, actual presidente do Conselho Superior da Comunicação Social, também escrevi por diversas vezes, mas não mugi nem tugi. Até parece que lhe deram um sonífero: adormece perante assuntos sensíveis e que são da sua competência.
Se não lhe deram um sonífero, provavelmente há-de ganhar alguma comissão de alguns jornais para continuar a fazer vista grossa perante este sistemático pontapear da ética e deontologia profissionais.
Vejamos: semana passada o “Canal de Moçambique” escreveu, em grandes parangonas, uma notícia com o título “Escaparam”. Fazia alusão a uma eventual emboscada que os mediadores internacionais no diálogo político, na pessoa de Mário Rafaelli, teriam sofrido algures na Gorongosa, quando iam ao encontro de Afonso Dhlakama.
Ora, ninguém, fora do “Canal de Moçambique” apareceu a falar desta eventual emboscada. Nem os mediadores. Aliás, creio que se tivesse acontecido, primeiro seriam os próprios visados (mediadores) a denunciarem o facto. Porquê iriam calar? Com medo de quê?
Mediadores Internacionais em Moçambique
E há que questionar se a fonte (ou fontes) do “Canal de Moçambique” são credíveis. Quantas vezes este jornal publicou mentiras, conversas de esquina, fofocas? Este é um jornal que está em apuros e tudo faz pela sua sobrevivência. Tem salários em atraso, não tem publicidade, tira, semanalmente, 1500 exemplares. Algum de vocês, meus amigos, é ingénuo para acreditar que o “Canal de Moçambique” é um projecto sustentável?
Na passada sexta-feira, já no seu jornal electrónico de nome “Canalmoz”, eles voltaram ao mesmo assunto no seu habitual última hora. Escrevem que “Mario Raffaelli confirma tudo o que Dhlakama disse na entrevista ao Canal de Moçambique”. Mais adiante chamam atenção com o “também pediu desculpas ao Canal de Moçambique”.
Ora, na sexta-feira quando Mario Raffaelli deu a conferência de imprensa, eu não estive lá, mas pude acompanhar através da imprensa. Não vou falar dos órgãos de comunicação social ligados ao Governo, estes não são fiáveis. A edição do jornal electrónico “Correio da Manhã”desta segunda-feira, 31 de Outubro de 2016, refere que, e passo a citar: “O coordenador da equipa de mediação internacional nas negociações de paz em Moçambique, Mario Raffaeli, admitiu ter ido, no passado dia 22 deste Outubro, à Gorongosa, no Centro de Moçambique, para tentar falar com o líder da Renamo, Afonso Dhlakama”.
“Estava previsto um encontro com o líder da Renamo (Resistência Nacional Moçambicana, maior partido de oposição) e eu realmente estive em Gorongosa”, ‘disse Mario Raffaeli, na passada sexta-feira (28 Out.) em Maputo, aos jornalistas, dando conta de que a reunião não se realizou, mas desmentindo informações de que teria sofrido uma tentativa de atentado.’
Mais adiante, o mesmo jornal cita Mario Raffaelli como tendo dito que “não ouvi disparos e nem vi movimentações (militares). Eu recebi a ligação (de Dhlakama) antes da vila de Gorongosa”.
Meus senhores alguém aqui está a mentir. Esse alguém, com certeza, não é o Mario Raffaelli. Não tem o porquê de mentir. Não pode sofrer uma emboscada e acobardar-se na hora de denunciar. O “Canal de Moçambique” falou da emboscada só para vender o jornal. Mentiu descaradamente sobre um assunto sensível.
Ademais: nenhum outro jornal, fora do “Canal de Moçambique”, reporta o facto de Mario Raffaelli ter pedido desculpas. Pediu aonde, quem estava, quem ouviu? O pasquim do “Canal de Moçambique” tem que saber medir as suas mentiras. É certo que este jornal serve aos interesses de Dhlakama, mas tem que saber mentir. Cáspite!
Afonso Dhlakama, Líder do maior partido da oposição de Moçambique
Quantas vezes fizeram da minha pessoa manchete do seu pasquim? Aliás, tenho informações de que algumas das melhores vendas do “Canal de Moçambique” existiram quando o assunto de destaque era Nini Satar. Escreviam mentiras sobre mim que só não processei o jornal porque julguei perca de tempo. Eles não têm nenhum dinheiro para me pagar. Assemelhar-se-ia a correr nu atrás de um louco que me tivesse roubado a roupa. O que as pessoas diriam? Que também sou louco, claro.
Portanto, acho que o assunto da provável emboscada é grande de mais, sensível de mais, para que a existir os mediadores escondam. Isso é propaganda barata para alimentar a Renamo.
Com que objectivo as Forças de Defesa e Segurança iriam emboscar logo os mediadores? Este Governo pode cometer erros de palmatória, mas vos asseguro que jamais se arriscaria a cometer tamanha barbaridade. A vida daqueles senhores que chamamos para mediarem o nosso diálogo político não tem preço. Na eventualidade de um deles sofrer um beliscão, teremos a comunidade internacional toda contra nós. E alguém acha que o Governo é ingénuo para procurar isso?
Se ainda continuo a ler o “Canal de Moçambique” é justamente para rir-me das mentiras que escreve. Ó pobre gente sem imaginação!!!!
Nini Satar

 

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