Diálogo!

Diálogo!
Hoje decidi trazer algo diferente, mas extremamente importante: o diálogo. O diálogo é de uma importância imensurável, mas às vezes é colocado de lado por muitos de nós, os humanos. Se Deus nos deu a inteligência e a fala não era somente para nos diferenciar de outros animais, mas sim para usar-no-las em bom sentido.
Quantas vezes vimos, ouvimos e vivemos experiências em que lares são destruídos por falta de diálogo? Com o advento das novas tecnologias (Facebook e WhatsApp), os humanos se tornaram reféns delas. Esposo ou esposa fica horas à fio a teclar com os seus amigos virtuais e esquece do companheiro (a).
É mais frequente encontrar casais – cada um com o seu celular- a teclar com sei lá quem, do que prestar atenção ao companheiro (a) que está do seu lado. Como consequência da falta de diálogo, o número de divórcios também vai subindo exponencialmente.
Quantas mães ignoram o choro do seu filho só porque estão entretidas no WhatsApp? A fofoca das redes sociais virou uma coisa importante na vida do ser humano, até parece o ar que respira. É indispensável estar agarrado ao telefone, ver qual é a fofoca que está a “bater” no Facebook ou no WhatsApp, do que dialogar com outras pessoas.
Casais há até que aos fins de semana levam os filhos a passear. Acontece, no entanto, que estando sentados em restaurantes ou pastelarias, ficam atentos ao telefone e não ao motivo que lhes fez sair de casa. Que futuro para as crianças? É que, não são poucas as pessoas que quando a criança chora, entregam o telefone para se entreter.
Por outro lado, temos crianças de cinco a dez anos que não entendem nada da matéria escolar, mas têm um domínio espectacular do telemóvel. Conhecem todas as funções. Navegam. Sabem da fofoca do dia. Mas da escola, nada!
Recordo-me de um velho sábio que um dia disse: “A melhor companheira para a vida de um homem não é aquela por quem se nutre um amor arrebatador, mas aquela com quem se pode dialogar. É que um dia o amor acaba, mas o diálogo fica!” Já imaginaram um casamento onde não há amor e nem diálogo? De certeza que é um caos.
Quanto tempo durou a tensão político- militar? Quantos dos nossos irmãos moçambicanos morreram pela estrada afora? Quantos abandonaram as suas zonas de origem? Quantas escolas foram fechadas? Quantos camponeses deixaram de amanhar a terra? E pescadores e artesãos e caçadores e carvoeiros? Tudo por falta de diálogo. Caímos até na imbecilidade de introduzir escoltas militares (que custam muito dinheiro aos cofres do Estado), só porque não queríamos dialogar.
O diálogo remove qualquer obstáculo, qualquer empecilho. Não há escolhos ou paredes de betão cujo diálogo não possa escancarar. O diálogo é a chave de tudo. Vejam só que bastou a boa vontade do Presidente Nyusi em deixar de lado os ataques à Dhlakama e ligá-lo para conversar. Não nos interessa o que falaram. O facto é que esse diálogo trouxe frutos maduros e apetecíveis: a paz. A livre circulação de bens e pessoas. Não temos mais escoltas. Pode-se, mais uma vez, comprar mel ou vondwe ao longo da Estrada Nacional Número Um.
Diálogo…sempre dialogando é que a gente se entende. Trago-vos um pequeno vídeo. Faz referência à importância do diálogo. Não vos vou repetir o que o vídeo diz para não ser redundante. Vejam-no e tirem as vossas ilações.
Um abraço
Nini Satar

 

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