Perdida a conexão com o primeiro satélite angolano

A agência espacial russa Roscosmos perdeu conexão com o primeiro satelite de telecomunicações AngoSat. O satélite foi lançado no cosmodrome de Baikonur na terça-feira, 26 de dezembro.

Os representantes da Roscosmos relataram originalmente que o foguete Zenit-2SB instalou o satélite em órbita com sucesso. No entanto, a conexão com o satélite foi perdida depois que ele se separou do estágio superior.

Receia-se um novo revés um mês após a perda de um outro aparelho.

“O estágio do foguete Fregat estava mantendo contato regular […] com o satélite angolano, todos os sistemas estavam funcionando normalmente, contudo, o último contato foi perdido e a telemetria parou de vir”, assinalou a fonte.

De acordo com a fonte, o AngoSat-1 pode vir a ser reconhecido como inoperante.

Contudo, outra fonte de especialistas esperam recuperar o contato perdido com o satélite angolano em 11 horas.

“Ainda há esperança de que o contato com o aparelho seja recuperado. Temos aproximadamente 11 horas para que isso aconteça”, comunicou ela.

“A conexão pode ser perdida por falha do transmissor, falha na bateria ou computador digital”, disse uma fonte à Interfax, especialistas acrescentaram que podem restabelecer a conexão. “Esta é uma situação padrão, isso às vezes acontece. Naturalmente, há chances de que a comunicação e a telemetria com o satélite sejam restauradas, e ela continuará funcionando como de costume”, disse a fonte.

O governo angolano, que investiu cerca de 270 milhões de euros no projeto, o AngoSat estará disponível para comercialização logo após o período de testes, que deve durar de dois a três meses. O valor investido deverá ser recuperado pelo Estado dentro de dois anos.

Lançamento do primeiro satélite angolano está "na reta final"

O satélite angolano foi projetado para uma missão de 15 anos, que consistirá no fornecimento de internet de alta velocidade e transmissões de rádio, televisão e outras comunicações para toda a África e partes da Europa.

Na semana passada, o ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, José Carvalho da Rocha, disse que comercialmente 40% da capacidade do satélite já estava reservada e que o Estado angolano estima a recuperação do investimento em pelo menos dois anos.

Notícia em Atualização

Via Angola 24horas

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