CHINA: Empresas adotam capacete que lê as emoções dos seus funcionários

O ano é 2018, mas a tecnologia parece ter origem anos luz à frente. Para alguns, a sensação é de estar dentro de um episódio de Black Mirror, mas, a verdade é que a presença do conhecimento científico na vida prática está cada vez mais real! A inovação mais recente e, diga-se de passagem, assustadora, vem da China. No país, empresas têm obrigado seus empregados a usarem um capacete que é capaz de ler ondas cerebrais e monitorar suas emoções.

Uma medida que vem causando polémica.A nova engenharia, que foi desenvolvida pelo centro de pesquisa em neurologia Neuro Cap e, financiado pelo governo chinês na Universidade de Ningbo, é equipada com sensores que fazem uma espécie de eletroencefalograma.

Através dos sinais captados, é possível interpretar as mais diversas emoções como: depressão, ansiedade, raiva, entre outras. Para a estatal State Grid Zhejiang Electric Power, de Hangzhou, que tem 40 mil funcionários, a tecnologia já provocou um aumento significativo no capital, em número, US$ 315 milhões!

A notícia do capacete foi vinculada no South China Morning Post (SCMP), um jornal de Hong Kong. Segundo eles, os dados que são coletados pelo capacete são usados pelas empresas para ajustar o ritmo da produção e, caso necessário, realocar ou demitir funcionários.

Outra empresa que abraçou o projeto foi a Ningbo Shenyang Logistics. Para eles, realizar uma melhor leitura sobre seus funcionário, elevou o lucro em US$ 22 milhões nos últimos dois anos.

Outras tecnologias

Além deste, outras tecnologias com recursos avançados vem circulando no País. Em Xangai, a empresa Deayea, também desenvolveu um capacete que é usado em motoristas de trem para detectar fadiga ou perda de atenção. Caso o motorista não esteja completamente atento, o capacete dispara um alarme para acordá-lo. Segundo o site da empresa, a precisão da engenharia é de mais de 90%.

Contradições

Eficiente ou não, a técnica vem causando polémica. Tanto por questões morais e éticas, que envolvem a privacidade dos funcionários, quanto a confiabilidade nos dados apresentados. Segundo um estudo denominado de o MIT Technology Review, desenvolvido pela Universidade de Tongji (Xangai) e pela Universidade de Brunel (Londres) um eletroencefalograma feito a partir da pele ainda traz resultados limitados e a relação desses resultados com a emoção humana ainda não é tão clara.

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